sábado, 5 de setembro de 2009

Estilo de Alienação Norte-Americana


Estava eu lendo Ensaio Sobre a Cegueira do gênio Saramago, depois de assistir a uma aula instigante com relação ao Processo de Formação dos Estados Unidos, e me deparei com a seguinte frase de um personagem do livro: a cegueira não é tão diferente de ver quando todos nós estamos cegos.


Eu, e todas as crianças da minha geração, cresci num mundo onde comer Mc Donald's era a coisa mais maravilhosa de se comer. Cresci num mundo onde a população do meu país queria um American Way of Life, enquanto eu queria saber como é o Brazilian Way of Life. Nunca fui patriota, mas sempre defendi o que era "meu" ou o que tinha de ser "meu". Eu não quero fazer um post patriótico e nem hipócrita, uma vez que o Brasil não tem muitas cotas de defesa perante a outros do mundo, mas só quero refletir acerca de uma coisa: o que estamos fazendo e como estamos pensando? hey you...


Num microcósmos não tão distante, já canso de ouvir as pessoas dizendo "ah, que país cheio de hipocrisia", "que mundo sem personalidade", mas será que não somos nós todos assim? para que culpar algo maior se ele é formado de pequenas partículas que mal sabem questionar a si mesmos, que mal param para olhar no espelho para ouvir o que o espelho da sua consciência realmente diz? que são influenciadas por tudo e todos, que não tomam suas próprias atitudes, que precisam consultar todos os outros para decidir o que fazer no futuro? and hey you... don't tell me that's no hope at all... don't give up without a fight.


togueter we stand, divided we fall.

Don't you know that today is a Great day for Freedom?



Podre mas, Mell.

4 comentários:

  1. a verdade é que todos nós queremos e lutamos tantos para ser diferentes e acabamos sendo todos iguais, mudando apenas a cor do cabelo e a grossura da sobrancelha. o mundo, talvez, é homogêneo demais.
    ah, e agora, época de decisões em nossas vidas... a gente reclama muitas vezes que os outros se intrometem e ficam largando opiniões sobre nossas decisões, mas também a gente sempre quer uma opinião. porém, são as nossas vidas, nossas escolhas. colemos um adesivo na testa, então: "Se é pra me ferrar, deixa eu me ferrar porque eu escolhi".

    Today is a great day to wake up.

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  2. Ah, eu acho que o Brasil tem muito sim o que se dizer de positivo: pode ser que NÓS estejamos cegos em relação a isso, idolatrando a França e a Dinamarca, com seus Renoirs todos e nos esquecendo dos Cristos e Caetanos que nos cercam.

    E se deve ter muito cuidado ao dizer TODOS; É verdade que muitas vezes nos sentimos sozinhos e perdidos, mas pode ser que aqui, nessa mesma cidade, nesse mesmo bairro, alguém pense como nós, diferente da maioria.

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  3. nenhum lugar no mundo é perfeito. por mais que a gente sempre idolatre outras nações, outros países, outras culturas, fazemos isso porque (na maioria das vezes) não enxergamos por completo. conhecemos apenas o lado bom, o lado dos sonhos, do imaginário. e a realidade na qual estamos inseridos, essa que conhecemos tão bem, a do nosso dia-a-dia, somos cegados pelos seus defeitos, ignorando as qualidades. em relação à nossa pátria isso fica bem óbvio, mas dá pra diminuir um pouco e pensar em como vemos (ou melhor, deixamos de ver) nossa família, nossa casa, nossas roupas... o que é nosso nunca é suficiente, o do outro é sempre melhor. seja o País, seja o par de meias.
    mas, como o Peroni disse, alguns são diferente da maioria. e eu tenho esperança de que esses "alguns" sejam cada vez mais "muitos".

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